quinta-feira, 29 de março de 2012
You'll always be baby to me
"- Essa conspiração do mundo não a revolta? Existe um só sentimento que ele não condena? Os instintos mais nobres, as simpatias mais puras são perseguidas, caluniadas, e, se duas pobres almas, enfim, encontram-se, tudo é organizado para que não possam se unir. Elas, no entanto, tentarão, baterão suas asas, se chamarão. Oh! Não importa, mais cedo ou mais tarde, em seis meses, dez anos, elas se reunirão, se amarão, pois a fatalidade o exige, porque nasceram uma para outra."
segunda-feira, 19 de março de 2012
Sutilmente se deixou encantar por uma brisa suave que trazia consigo o doce aroma das flores. - Silencioso é o vento que passa por nós - dizia em voz alta. Solitária aventureira, assim podemos chamá-la, talvez. O encantador nunca deixará de faltar aos olhos e ao coração de quem assim recebeu esse codinome, mas isso era apenas em seus breves sonhos, ou devaneios. Em sua vida, limitava-se ao café quente e amargo, que resumia o seu existir.
domingo, 18 de março de 2012
"-Sentimento é um defeito químico achado nos perdedores.
-Sentimento? Do que está falando?
-Você.
-Santo Deus. Olhe este pobre homem, Não achou que eu realmente estava interessada em você. Por que? Porque você é o grande Sherlock Holmes, um detetive inteligente com um chapéu engraçado?
-Não. Porque tomei seu pulso. Elevado. Suas pupilas dilatadas. Imagino que Watson acha que o amor é um mistério para mim, mas a química é simples e muito destruidora. Quando nos conhecemos disse que o disfarce era um auto retrato. Disse a verdade. A combinação do cofre, suas medidas, mas isso é muito mais íntimo. Este é seu coração e nunca devia deixá-lo guiar sua cabeça. (...) Sempre disse que o amor é uma desvantagem perigosa. Obrigado pela prova final.
-Tudo o que eu disse não foi real. Só estava jogando.
-Eu sei. E isso é você perdendo."
-Sentimento? Do que está falando?
-Você.
-Santo Deus. Olhe este pobre homem, Não achou que eu realmente estava interessada em você. Por que? Porque você é o grande Sherlock Holmes, um detetive inteligente com um chapéu engraçado?
-Não. Porque tomei seu pulso. Elevado. Suas pupilas dilatadas. Imagino que Watson acha que o amor é um mistério para mim, mas a química é simples e muito destruidora. Quando nos conhecemos disse que o disfarce era um auto retrato. Disse a verdade. A combinação do cofre, suas medidas, mas isso é muito mais íntimo. Este é seu coração e nunca devia deixá-lo guiar sua cabeça. (...) Sempre disse que o amor é uma desvantagem perigosa. Obrigado pela prova final.
-Tudo o que eu disse não foi real. Só estava jogando.
-Eu sei. E isso é você perdendo."
terça-feira, 13 de março de 2012
"Não tinham mais nada para dizer? Seus olhos, no entanto, estavam repletos de uma conversa mais séria; e, enquanto esforçavam-se para encontrar frases banais, ambos sentiam um mesmo langor invadir-lhes; era como um murmúrio da alma, contínuo, que dominava o das vozes. Tomados de espanto por aquela nova suavidade, não pensavam em narrar aquela sensação ou em descobrir sua causa. As alegrias futuras, assim como as costas dos trópicos, projetam suas indolências natais sobre a imensidão que as precede, uma espécie de brisa perfumada, e adormece-se naquela embriaguez sem nem mesmo preocupar-se com o horizonte, o qual não se pode avistar." (Madame Bovary - Gustave Flaubert)
domingo, 11 de março de 2012
(D)Existência
Árdua é a vida, dos que assim como eu, creem no destino. Por tempos vivi apenas com esperança; E sim meus caros, Esperança era uma bela moça. Durante nossos breves encontros conversavamos sobre as 'coincidências' que nos uniram e em poucos dias estava entregando-me ao suposto amor que o meu glorioso destino havia colocado em minha vida. E esta é a parte em que eu digo que Esperança se foi, de repente desapareceu. Fisicamente, poderia resumir tudo em: Dor; Psicologicamente diria que foi: Desustruturador. O que seria realmente esse destino? Toda e qualquer surpresa que a vida apresenta? Hoje deixo que os dias passem por cima de mim, dolorosamente confesso.
sábado, 10 de março de 2012
Ir.
Devagar, a observava partir, seus passos eram curtos e pesados, a descrença na felicidade a fazia pensar. E quanto mais ela pensava, mais seus passos ficavam pesados e, até que sem suportar, foi ao chão. Sem qualquer expectativa de que alguém sentiria sua falta, ou a ajudaria a levantar, ela rastejou-se dolorosamente, encontrou o abrigo mais próximo e fez dele seu porto-seguro. E ao passar dos anos, ainda lembro da sensação sufocante de deixa-lá ir, completamente enganada e cega em sua própria ilusão. Abandonei-a.
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