Devagar, a observava partir, seus passos eram curtos e pesados, a descrença na felicidade a fazia pensar. E quanto mais ela pensava, mais seus passos ficavam pesados e, até que sem suportar, foi ao chão. Sem qualquer expectativa de que alguém sentiria sua falta, ou a ajudaria a levantar, ela rastejou-se dolorosamente, encontrou o abrigo mais próximo e fez dele seu porto-seguro. E ao passar dos anos, ainda lembro da sensação sufocante de deixa-lá ir, completamente enganada e cega em sua própria ilusão. Abandonei-a.
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